
Em casa, dividimos tarefas, e uma das minhas é fazer e trocar a roupa de cama. Como é natural, por vezes me revolto contra as rotinas e obrigações, e foi precisamente o que aconteceu no meio da semana, quando estive face a face com um lençol de casal.
Não tenho dúvida: no topo da lista das maiores atrocidades inventadas pela humanidade está o lençol com elástico. Acho-o abominável. Sob o falso pretexto de facilitar nossa vida na hora de esticar a cama, ele se transforma em um monstro de pontas disformes na hora de dobrar e guardar!
Imagino o gênio sádico que criou essa aberração têxtil. Certamente alguém que odiava a paz mundial: um Netanyahu dos lençóis, um ser desprovido de qualquer resquício de decência, um torturador. Mas, claro, terá sempre alguém para discordar do óbvio: um bajulador, dizendo que “é super fácil”, que existe um método simples para dobrá-los… Uma vírgula!
A praticidade do lençol de elástico para o cidadão comum é nula. O objeto parece existir apenas para gerar ódio gratuito. Embora haja também quem diga que, antes de dobrar, ainda passa o miserável a ferro! Rá! Por mim, faríamos uma fogueira em praça pública para queimar todos.
Não estou aqui superestimando problemas e subestimando soluções. Não se trata de fazer uma tempestade em um copo d’água. Mas já percebeu que falta sempre algum detalhe para alcançarmos a paz? Ontem mesmo, quebrei um dente. Portanto, viver em maus lençóis é a regra! Não existe nenhum exemplo de Era da Tranquilidade.
Ao pesquisar sobre os tempos de paz, o período que mais surgiu nas minhas leituras foi o da Pax Romana: cerca de 200 anos no Império Romano. Mas, se a tal pax existiu, foi para pouquíssimos. De 27 a.C. a 180 d.C., até houve imperadores tidos como esclarecidos — é o caso de Trajano, Adriano e Marco Aurélio. Mas, durante esse período, Nero e Calígula também governaram Roma. Pax?! Ora, a tranquilidade, quando muito, é semanal, não vai além do sétimo dia – o que me faz crer que, no geral, vivemos sob maus lençóis – e o pior: maus lençóis com elástico.
Adorei! E posso acrescentar um elemento a mais para sua revolta: depois que quebrei 2 vezes o braço esquerdo, não consigo mais fazer minha cama porque tenho que segurar o colchão com o braço esquerdo (que perdeu bastante de sua força) para instalar o lençol com a direita. E, claro, o contrário, para uma destra, é impossível.
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rsrsrs Cruéis!!
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