
Melhor não reclamar de falta de dinheiro. Tudo pode piorar e, a rigor, quem está por estas redes sempre consegue pescar alguma coisa – o que nos distancia muito da pobreza inaceitável ao redor.
Mas economizar é preciso; viver também é preciso; e faço minha parte. Poupo quantias milionárias todos os dias. Por exemplo : a decisão de não comprar ingressos para o próximo Rock’n Rio. Neste ano, abster-me-ei da ida ao festival. Ouvirei as músicas e bailarei remotamente. Aliás, “Eu Não Fui” nas edições anteriores. Resultado: mil reais de economia!
Na mesma linha, não cogito jantar naquele restaurante estrelado de Ipanema, que requer meses de espera! Detesto filas e com isso acabo de ganhar dois mil reais extras. Tem mais! Não vou assistir às Olimpíadas de Paris em Paris! Os jogos serão no verão de lá e sempre acreditei na virtude da meia estação: primavera ou outono. Portanto, cerca de 20 mil reais poupados!
Poderia preencher páginas e mais páginas, relacionando os gastos que não faço e não farei. E você? Tenho certeza de que corta muitas despesas. Até mais do que pensa. Ou anda comprando ovos Fabergés no lugar de ovos caipira? Na dúvida, pense nas taxas de colesterol!
Por outro lado, chocolates, sonhos e projetos para o futuro são muito mais difíceis de cortar. Ainda não sei como abandonar o projeto de percorrer a Provence de carro, seguir pela Borgonha até a Alsácia. Depois, cruzar aquele país que produz mais de 200 tipos de queijo até a Bretanha, passando em seguida pela Normandia para encerrar triunfalmente a viagem em Nova Lutécia.
Tudo isso, obviamente, depois da confusão das Olimpíadas. A cidade não estará tão cheia e o mau humor geral voltará aos padrões habituais, confirmando a máxima de que sempre teremos Paris. Pelo menos, com que sonhar! Ou a Toscana, o Alentejo, o Douro, a Andaluzia, a Grécia, para não mencionar tantos outros bons destinos. Etelvina! Acertei no milhar! Voilà!
Mauro, com essa mente brilhante e econômica, causa-me surpresa você não ter sido chamado pela equipe do Lula…
Por certo, você faria em poucas décadas o nosso Brasil ultrapassar a economia dos EUA. Ou, quem sabe, a da China. Ou, vá lá… ao menos da Etiópia!
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kkkk É isso ai! Tudo é relativo! Abraço!
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