
Por lealdade aos amigos, revelo detalhes do filme que assisti ontem, chamado A Herança. Não chegue perto! Poucas vezes vi enlatado pior.
Ao spoiler, pois! Uma promotora de Nova York, competente e honesta – “Objection, Your Honor!” – vai à leitura do testamento do pai milionário e herda um misterioso pendrive que a conduz a um bunker nos jardins da mansão. Lá dentro, vive um homem acorrentado há décadas.
A promotora telefona imediatamente para a polícia para libertar o sujeito? É lógico que não! O cativo, com o aspecto de um Tom Hanks náufrago, diz que porá fim ao mistério, caso a moça leve um bife suculento com fritas, uma torta de limão e um maço de cigarros Gauloises.
O repasto e os cigarros chegam para o acorrentado, que revela os supostos crimes do pai da promotora. Ela chora muito, fica arrasada, mas pondera que o pai não poderá mais pagar pelos seus crimes e oferece um milhão de dólares cash e promessa de vida fácil nas Ilhas Caymã para onde Mr. Smith seguiria em jatinho fretado.
As providências para a viagem são ultimadas e todos ficam felizes e em paz? Lógico que não! É a hora da vingança. O sujeito prende a mocinha e sua mãe no mesmo bunker e revela que é o pai biológico da promotora. A mãe confirma que fora estuprada e surge, enfim!, a razão mais do que justa para que ele estivesse trancafiado pelo pai de uma promotora de justiça por 30 anos.
A essa altura do filme, as duas estão presas e Smith as observa comendo torta de limão e fumando Gauloises. Paralelamente, tem o irmão da promotora na história, que concorre ao cargo de senador e não pode correr o risco de enfrentar um escândalo na família.
É lógico todos estão carecas de saber o The End dessa produção da Netflix, com que o otário aqui perdeu seu tempo, sem direito a pipoca e drops Dulcora. Bem feito! O filme? Não! O meu castigo.
Obrigada por avisar, Mauro!
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