
Rir, sorrir e festejar o que quer que seja tem sido muito difícil. Mas é preciso resistir! Restam 197 dias para o atual governo (sic) do Brasil chegar ao fim. E faltam menos para mim. Acabar?! Espero que não.
Ainda me restam sete dias para ir para a cama com 59… Anos, evidente! Depois, acordarei com 60… Anos, insisto! Logo eu, que sempre fui irmão, filho e neto caçula… Uma criança! Um pentelho imberbe! Mas fazer o quê? Com todas as dificuldades que a realidade impõe, a resposta pode ser cultivar o bom humor, cortejar o tempo, driblar a corrupção do corpo e aproveitar ao máximo a saúde que resta. Além de tudo que há de bom ao redor, seguindo os muitos e bons exemplos dos amigos que estão na flor dos 70, 80, 90 e 100.
100 é sacanagem! Palavra feia, esta! Raramente a uso, mas me permito digitá-la, pois tenho praticamente 60. A propósito, minha avó costumava justificar tudo que fazia ou deixava de fazer, invocando as prerrogativas do tempo e, inspirado nela, tenho pronta a lista do que não farei a partir de 24 de junho de 2022.
Minha doce Cecília, filha única, quarenta anos a menos do que eu, me mantém razoavelmente atualizado. Além do namorado, ela me apresentou ao Uber, à Alexa, à Anitta, às plataformas de streamings (um vídeo clube muito mais prático) e a novidades da culinária japonesa. Por outro lado, eu tento desatualizá-la da melhor maneira possível, falando-lhe de um tempo anterior ao seu nascimento.
Quando ela tinha sete anos, nós a levamos a Salzburg, na Áustria. Entre outras atrações, ela conheceu o cenário do icônico filme A Noviça Rebelde. Nada mais completamente fora do contexto das nossas vidas, eu sei, mas que delícia! Cecília amou e reconheceu os lugares por onde fraulein Maria e a família Von Trapp passeavam e cantavam.
Não nos faltam histórias nem boas memórias e, na próxima sexta-feira, antes que me venham com o indefectível “Parabéns para você”, que particularmente detesto, estou pensando em cantar que eu and “The hills are alive!” Eu e as colinas estamos vivos! Os hills de Salzburg, lógico, ainda que o Morro do Borel e o da Formiga sejam mais familiares.
A aventura de chegar aos 60 foi grande e vou fingir que me sinto leve como os personagens da célebre cena no caramanchão da família Von Trapp. O carteiro e a filha mais velha do Christopher Plummer dançam e cantam. Ela, “I am sixteen, going on seventeen”, ele, “I am seventeen, going on eighteen, e, eu, ora, prefiro poupar o joelho e não dançar, mas posso cantar: “I am sixty, going on seventy”. Quase a mesma coisa, não acham? Mas sem direito a Nota do Tradutor!
PS
Parabéns, Beth, Mariza e Mariana, minhas cúmplices de data. Viva vocês e viva São João! Parabéns também para Sonize, que me atura há 36 aniversários, dos quais eu costumava fugir mais do que “Aquele Sabemos Quem” foge da cruz e, agora, das urnas eletrônicas.
Lindo, Mauro, lindo. Poupo você dos parabéns. Deixo apenas um beijinho. Creio que as colinas ainda permanecerão vivas por muitas eras. Já os homens, parecem ter escolhido outro caminho. Que o tempo que te resta seja aquele da plenitude.
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Muito merci, querida. ❤️❤️
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