
De quarta-feira a domingo, faço meu exercício semanal para a alma: escrever alguma coisa que faça sentido, que ajude a mim e a mais alguém. Mas o quadro geral é muito triste: guerras, ultimatos, prepotência, perversidade e até um genocídio em curso. A propósito, foi confirmada a ameaça de tarifaço daquele triste personagem. No entanto, este ataque ao Brasil foi atenuado por algum resquício de sensatez – não dele, certamente! – e adiado para o dia seis de agosto. Ora, não gosto desta data! Há 80 anos, foi um dia trágico para milhares de japoneses, mortos pela bomba atômica lançada pelos EUA.
O que fazer? Que rumo tomar? Depressão à vista? Eis que a boa música, bem interpretada, tocada no player do carro, salvou-me novamente. Levantou meu astral e poderá melhorar o seu… É o poder da arte. Betânia cantava Dorival Caymmi, “Sábado em Copacabana”. Eu a repeti oito vezes! Afinal, copiando aqui os seus versos, depois de trabalhar toda a semana, não vou desperdiçar o sábado. Existe um bom lugar para encontrar… a paz: Copacabana. Lá, sou amigo do rei e da princesinha do mar.
Sugiro, portanto, que a diplomacia brasileira convide o mundo para vir para Copacabana, um bom lugar… É insana a transformação da vida das pessoas em batalhas comerciais ou em qualquer tipo de guerra. A vida deveria inspirar sobretudo o amor… O tempo passa tão depressa. Melhor passear à beira-mar, um bar à meia-luz e depois dançar. Contra a extrema estupidez dos homens, contra as barreiras e as bombas, o antídoto: Copacabana. E juro que estou sóbrio!
Letra da música:
“Depois de trabalhar toda semana
Meu sábado não vou desperdiçar
Já fiz o meu programa pra essa noite
E já sei por onde começar
Um bom lugar para encontrar
Copacabana
Pra passear à beira-mar
Copacabana
Depois num bar à meia-luz
Copacabana
Eu esperei por essa noite uma semana
Depois dançar, um bom lugar
Copacabana
Pra se amar um só lugar
Copacabana
O tempo passa tão depressa
Eu vou voltar lá pra semana
Se eu encontrar um novo amor
Copacabana”
Claro que essa é a Copacabana dos áureos tempos. Mesmo assim, continuo achando o meu bairro um lugar perfeito pra arejar a cabeça. Basta ir até o meu cantinho, lá na altura da colônia Z-13, sentar num banco, olhar os barcos na água ou na areia, o Pão de Açúcar dominando o horizonte, e pronto: me sinto renovada…
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