
Se você pretende passar alguns dias relaxantes no Rio, anote algumas dicas que não encontrará em lugar algum.
Não faça economia com hotel! Hospede-se na avenida principal da cidade, a Avenida Brasil, que não fica longe do aeroporto, da rodoviária e, dependendo do trecho, é próxima do mar. E jamais caia no golpe do ar condicionado. Os hotéis cobram muito mais caro por algo totalmente dispensável. Corre uma brisa muito agradável na Avenida.
Alugar um carro no Rio pode ser uma boa opção para os seus deslocamentos e você descobrirá os flanelinhas: pessoas sempre dispostas a ajudar, que tomarão conta do carro. Os engarrafamentos também são vivências pitorescas para você se sentir um “carioca-raiz”.
Ah! Se você conhece o Cemitério Père Lachaise, em Paris, e o Recoleta, em Buenos Aires, poderá se interessar em visitar o Cemitério do Caju. Fica numa transversal da Avenida Brasil. Vá a pé e aproveite para tirar fotos para a sua rede social.
Não acredite que o Rio seja uma cidade insegura. Use dois celulares, sem receio! Um deles é para você doar, caso surja um sobrinho seu, pedindo que você, seu tio ou sua tia, lhe empreste o aparelho.
Nas principais esquinas da cidade, nos semáforos, faróis, sinais ou sinaleiras, há vendedores de água. Compre e beba sem susto. Sustos mesmo são os arrastões. Imperdíveis!!! Aliás, imortalizados na cultura popular. “Arrastão”, com letra de Vinicius de Moraes e música de Edu Lobo, foi composta em 1965 e venceu o 1º Festival da Música Popular Brasileira da TV Excelsior na voz de Elis Regina.
Bons restaurantes estão por toda parte. O Vulcão das Massas serve um rodízio frugal de massas no Centro da Cidade. E não deixe de experimentar um joelho, o autêntico croissant carioca, servido por qualquer vendedor ambulante. Carioca da gema também gosta de ovo colorido, que harmoniza muito bem com conhaque de alcatrão de São João da Barra.
É besteira subir o Corcovado, ir ao Pão de Açúcar e percorrer as praias. Isso é coisa de turista. Não perca seu tempo e, se quiser fazer um bate e volta à serra, sugiro uma tarde de compras na Feirinha de Itaipava. É dos meus programas favoritos!
A estrada Rio – Petrópolis é muito bem conservada. O pedágio de R$ 29,00 vale cada centavo. E não se abale se você pegar um engarrafamento de quatro horas na Linha Vermelha. Você estará vivendo como um carioca nascido, criado e… talvez… morto na Cidade Maravilhosa. Brincadeirinha! Não há registros de tiroteios e balas traçantes na região há mais de meia hora!
*Título inspirado no mestre Luís Fernando Veríssimo, que escreveu Traçando Roma, Traçando Paris e Traçando Nova York.