Não há criatividade, memória, bons conteúdos e formas agradáveis que rivalizem com as histórias que atraem o respeitável público. Artistas de verdade engolem espadas, cospem fogo, encaram leões fora da jaula, mas a plateia não larga o celular – atenta que é a outro tipo de coisa. O grande espetáculo da Terra é a opinião do ex-BBB sobre seus momentos no paredão, são as imagens de bundas famosas flagradas em Fernando de Noronha, é a crítica de uma influencer ao que foi dito pela rival e a lacração do modelo que traiu a modelo com outra top model. É a cultura top-top!

O criador não se apaixona pela criatura porque nem chega a concluir a criação. Para quê? Ela jamais será o objeto do desejo de alguém. Nenhum mistério resiste aos spoilers. Nenhuma música com mais movimentos sobrevive no meio de refrões fáceis. A abstração morreu. As metáforas não fazem sentido. Vivemos na era da abreviação, da supressão total das vírgulas, do ponto final antes da conclusão do raciocínio.

Os acontecimentos relevantes que despertam o interesse de milhões são as seguintes. Cristine Beatriz leva o tapa-sexo ao limite e distribui calcinhas em show. Luize Gabrielle critica fala de Bruna Marize sobre seu ex. O BBB, Lucas Lauro, se refugia no Sul da Bahia com namorado misterioso. Buxa abre as portas de sua mansão em Trancoso – confira as fotos. Ah! Merda de Grilo levanta a Sapucaí.