
Depois de Finados e dos sucessivos vexames do meu time do coração, administrado por Landim e Cia., decidi torcer pela felicidade dos meus amigos, torcedores do Fluminense e do Botafogo. Em nenhum momento me ocorreu a ladainha do politicamente correto. Simplesmente, não conheço nenhum torcedor do Boca, do Palmeiras e do Grêmio.
“Ora, Mauro, não acredito que você abrirá mão do prazer de assistir à frustração dos nossos inimigos”. Na melhor hipótese, o autor desta observação é um espírito do porco. Não tenho inimigos e, no dia 4, contribuí com minha humilde torcida diante da TV. Deu certo! Dessa vez, a pontaria perfeita partiu de John Kennedy, que abateu o goalkeeper Sergio Romero. Um balaço! O Flu foi campeão.
No dia 8, foi a vez da nossa contribuição para a felicidade dos amigos botafoguenses. Coitados, como sofrem! Goleamos o Porco. Talento individual e dinheiro não faltam aos jogadores do Mengão. Carecemos de bons exemplos e uma boa dose de raça, ingredientes decisivos para vencer qualquer guerra.
“Só tenho a oferecer sangue, suor e lágrimas”, discursou Winston Churchill, primeiro ministro inglês, para convocar os ingleses ao sacrifício da Segunda Guerra Mundial. Mais ou menos o que deve ter dito o treinador Fernando Diniz aos seus jogadores na final da Taça Libertadores.
Vamos ver… Matematicamente, estamos vivos no Brasileirão! Mas está escrito nas estrelas que é a vez do Botafogo, apesar de que, solitária, sua estrela não vai dar. Precisamos dar uma forcinha. King Kong era um mico na última vez que o time dos meus amigos foi campeão nacional. Perderam o traquejo. Ano que vem, passado este espasmo de sucesso e de desapego meu, voltarei a secar os adversários – não são inimigos!