As festas de debutantes não existem mais. Os Anos Dourados se foram. O ritmo da vida mudou completamente. Começamos cedo a fazer certas coisas e paramos de fazer outras muito tarde. De trabalhar, por exemplo. 

Mas o que me ocorreu neste exato momento, provocado pela amiga Renata, foi a primeira fondue. Sim, é no feminino. Eu não perderia a chance de dar uma esnobada, apesar de que outra amiga, há tempos, corrigiu-me quando disse “o fondue”. Na ocasião, improvisei com outra esnobada, dizendo que tinha o hábito de comer fondue muito antes de aprender francês.

Gêneros e pedantismos à parte, a minha primeira vez foi em Teresópolis, onde meus pais tinham uma casa. Eu devia ter uns 12 anos e a panela de fondue seria inaugurada – no caso, com carne – uma receita heterodoxa de algo que deveria fundir. O queijo deveria fundir até virar uma (uma!) pasta fundida. 

Eis que havia 20 pessoas a esgrimar com uns garfinhos compridos na tentativa de alcançar a panela de óleo fervente, para depois pousar a carne em molhinhos variados. Resultado: depois de muita ansiedade e fome, Zé – não poderia ser outra pessoa – sequestrou a travessa com a carne e jogou tudo numa enorme frigideira no fogão. Foi minha primeira experiência com a iguaria suíça. Os churrasquinhos ficaram ótimos!