
Decidi pesquisar sobre a minha fobia e descobri que há mais de cem tipos. Você lida bem com as suas? A aracnofobia é das mais populares. Acomete quem não pode com aranhas, assim como a catsaridafobia é a fobia de baratas. Não é o meu caso, nem uma nem outra.
Há fobias de A a Z e das mais curiosas. A propósito, a literofobia ou o medo de letras explica muita coisa. Para quem pode e gosta de ler! A uranusfobia é o medo do planeta Urano. Suponho que afete uma fração de astrônomos e astrólogos. Não encontrei registro sobre a plutãofobia – o que comprova que Plutão jamais foi um planeta. Fobia de cor, só encontrei a do amarelo ou xantofobia. Podia jurar que o vermelho causasse mais temor.
Penterofobia não é o que eu imaginava, mas é das fobias mais populares – o medo da sogra. Existe também a parasquavedequatriafobia (ufa!), que é o medo de sexta-feira 13 e deve causar arrepios a quem sofre de tapinofobia ou medo de palavras longas. A narigofobia é o medo de narizes. Fobia de orelhas, não existe. Os sintomas mais comuns para pessoas fóbicas são: taquicardia, sudorese, náuseas, tremores, alterações da pressão arterial, comportamento de paralisia ou de fuga.
A pesquisa me fez bem. Diante de tantos medos que existem por aí, dei-me conta que minhas fobias são bobagens. Nada que poucas gotas de Rivotril, digo, florais, não resolvam. Já me sinto mais corajoso para acordar na próxima segunda-feira, ler as manchetes, calçar o sapato, sair de casa, pegar o ônibus e recomeçar a trabalhar. Estou até com vontade de escrever mais. Mas não devo correr o risco de me estender em linhas e parágrafos e fazer com que alguém desenvolva a crônicafobia.