
Enfim, algum equilíbrio e luz no fim do túnel. Mas o que fazer com tanta esperança? Onde colocar o pessimismo de ontem? Talvez, ao lado do otimismo exagerado de anteontem, diante de tanto a aprender. Outros túneis virão. É questão de tempo. O importante é poder atravessar as tormentas, exercendo livremente nossas escolhas.
Tudo passa – o que é ruim e o que é bom -, além do quê, o mundo não se limita à nossa praia, ao nosso quintal e há incontáveis problemas mundo afora. Como na Venezuela, diriam os provocadores que bloqueiam os caminhos. Mas, não, por favor! Chega de transformar um país, muito maior do que o seu governo, numa expressão pejorativa.
Teremos novas e antigas tragédias domésticas a enfrentar. A fome é impensável na terra onde em se plantando tudo dá, mas penso em outras crises humanitárias, como no Afeganistão, no Iêmen e em muitos países da África neste mundo que continua a ser partilhado e maltratado por interesses mesquinhos e personalidades abjetas.
É por isso que os eleitores derrotados nas urnas eletrônicas, que, aliás, continuam funcionando muito bem, devem pensar melhor antes de sabotar o futuro governo. Sua esmagadora maioria é privilegiadíssima, vive no Sul Maravilha, e deveria dar crédito a um projeto que se pretende sustentável, com prioridade para as pessoas mais desfavorecidas. Como é possível a felicidade entre muros, atrás das cancelas de condomínios, se a violência está do outro lado?
A propósito, já ouviram falar no joropo? Eu também não conhecia, mas descobri que é um gênero musical típico da Venezuela, que se assemelha à valsa, acompanhado de danças com influências africanas e europeias. Essas misturas em geral são ótimas e é um bom convite à tolerância e a um otimismo moderado.