
Até o fim do dia de amanhã, saberemos se o pesadelo terá passado. Acordaremos no Paraíso? Certamente, não. Mas não serão mais quatro anos e 90 dias no Inferno, respirando enxofre, nióbio e grafeno exalados pelo mais repugnante presidente da história do Brasil.
Se Lula de fato vencer no primeiro turno, terão sido cruciais os votos dos fiéis da balança, dos fiéis a um mínimo de civilidade e respeito com a democracia, no caso, uma parcela dos eleitores da competente senadora Simone Tebet e do inconsequente Ciro Gomes.
Na hora D, de desembarque do caos, na hora D de democracia, eles digitarão o número 13, gostem ou não do Partido dos Trabalhadores, gostem ou não de Geraldo Alckmin ao lado de Lula no Governo Federal pelos próximos quatro anos.
O ótimo pode ser inimigo do bom num primeiro momento, mas não é irracional a ponto de dar sobrevida a uma monstruosidade. Não posso imaginar ver Bolsonaro novamente em cadeia nacional em pseudodebates, que me levam a duvidar se o que é desrespeitoso com o público é não ir ou é participar deles, como o realizado no dia 29/9, na TV Globo.
Se a minha esperança se confirmar, que a partir de amanhã caminharemos para um governo de reconstrução de pontes e de rompimento com a escalada das desigualdades sociais, teremos muito a festejar. Mas, se a decisão for desgraçadamente adiada, preparemo-nos para três semanas de tortura e, em tortura, o outro lado é especialista.