
Para quem achou que a Covid-19 era um resfriadinho sem importância, mas depois sentiu na pele seus efeitos e sofreu com o desespero e a morte de milhões de pessoas, há uma fórmula infalível de imunização para o futuro. No primeiro domingo de outubro de 2022, os brasileiros com mais de 16 anos poderão se vacinar contra a burrice, contra o ódio e contra diversas variantes de perversidade.
Fora os placebos, caros e inócuos, há três vacinas possíveis. Uma delas é eficaz com apenas uma dose – é a que vou tomar. As outras duas tem eficácia improvável e poderão exigir uma dose de reforço no último domingo de outubro. Eu não vou arriscar e lamento que haja pouco tempo para convencer alguns amigos.
De todo modo, até lá é preciso ter cuidado com a proliferação de notícias falsas e evitar o contato com os vetores. É um vírus tosco, mas muito perigoso. Foi subestimado há quatro anos e tornou-se pandêmico. Armou as pessoas, fomentou a violência, atacou especialmente as mulheres, os mais pobres e ameaça destruir o antídoto contra o seu veneno, a nossa escolha.
Todas as três vacinas têm efeitos colaterais. Mas nada comparável ao grau de letalidade da peste que nos assola desde o dia primeiro de janeiro de 2019. Panaceias não existem. Nossa saúde sempre exigirá cuidados, controle e vigilância. Façamos a nossa parte em outubro. Às urnas!
Bravo! Às urnas! (se as vacinas não forem confiscadas)
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