
Mayday! Mayday! Mayday!
Acordar com a palavra “mayday” na cabeça é sem dúvida um ato falho. Não sei se foi pesadelo ou premonição. Mas a expressão soou clara nos meus ouvidos e eu a reproduzi no lugar do tradicional bom dia. Em seguida, veio-me à cabeça apelos desesperados de pilotos de aviões de filmes de guerra. Mayday, mayday, mayday!
Engoli o café e fui ao Google. Eu tinha uma vaga lembrança de que a origem da expressão era francesa. Obviamente, sabia que “mayday” não significava “dia de maio” e a pesquisa refrescou minha memória. É francesa mesmo! “Venez m’aider” é a origem. “Venha me ajudar” em francês, e “m’aider”, que se pronuncia “medê”, virou o “mayday” consagrado por Frederick S. Mockford, um operador de rádio do aeroporto de Croydon, em Londres, na década de 1920.
Mas por que raios acordei com um pedido de socorro?! A razão, lógico, é acordar na República Federativa do Brasil a cinco meses de uma eleição em que o inacreditável Bolsonaro (detesto escrever este nome) poderá ser reeleito, a despeito do que ele sempre foi, do que representa e das barbaridades que faz todos os dias, infelizmente aplaudido por uma boizama de obtusos.
De todo modo, sejamos otimistas! Na noite do primeiro domingo de outubro de 2022, as urnas eleitorais trarão nossos sonhos normais de volta. Às vezes serão indecifráveis, mas deixarão de ser realisticamente torturantes. Eu, por exemplo, vou sonhar que tenho 1,85m, olhos azuis, barriga tanquinho e sem dores no joelho…
Também vou idealizar um país livre desse governo tóxico que aí está, mais justo e fraterno. Mayday nunca mais! Quando muito, servirá para inspirar nomes bonitos de crianças que virão ao mundo em 2023, sem a vergonha de nascerem em solo presidido por sabemos quem. Que tal Maydayane, Mandaysson, Mandayvaldo ou o tradicional Maria do Socorro? Mary Help também não é mau…