Para os que acham que vivemos numa Democracia Tabajara e que o Brasil não tem jeito, fiz uma longa pesquisa sobre qual seria a melhor agremiação partidária para governar a nossa nação. Levei em consideração o troca-troca de partidos e as sucessivas rachadinhas no seio de algumas siglas. Um dos senadores do Rio, coitado, mudou três vezes de partido desde que foi eleito há pouquíssimo tempo. Assim não dá para trabalhar!

Não demorei a concluir que muitos dos nossos atuais mandatários não se encaixam em nenhum dos quase 40 partidos brasileiros. Eles são únicos: cultos, éticos, sensíveis, donos de uma formação acadêmica e profissional sem par, incorruptíveis, valorizam a família e, sobretudo, são tementes a Deus. Sem uma reforma partidária ampla, geral e irrestrita, melhor acabar com todos.

E como não existe um Partido Jaboticaba, genuinamente brasileiro e popular, busquei experiências exitosas mundo afora. O Partido Republicano do Tramp seria uma opção, mas ele não conseguiu enquadrar a turma de lá e desisti. Marine Le Pen e o seu partido RN – Reagrupamento Nacional foram minha segunda inspiração. Aquela mulher tem tomates e, de quebra, seria uma provocação com o Macron, casado com aquela, bem, deixa pra lá.

Pesquisei a Liga do Norte da Itália, o partido do presidente da Bielorrússia, até encontrar a perfeição! Ao ler as notícias sobre o governo que sucedeu o de Angela Merkel na Alemanha, bati o olho numa sigla que tem tudo a ver. Sintetiza com perfeição o que a família brasileira deseja e que conquistou a duras penas em 2018: FDP- Freie Demokratische Partei! Antevejo a cerimônia de filiação do líder maior, com muita cerveja e salsicha! É isso! Nos braços do povo, nosso capitão integrará o FDP.

Soube também que no início da sua existência esse partido era tão liberal, que defendia a libertação dos criminosos de guerra nazistas. Mas até o FDP andou dando umas fraquejadas. Hoje, é descrito como um partido liberal clássico, de centro-direita. Apoia a legalização da maconha e o casamento gay. Danou-se! O Liberal daqui, de centrão-extrema direita, é mesmo imbatível. Mas não seria má ideia mudar de nome para as eleições de 2022. Que tal Frente Do Povo? Dependendo do resultado, ficaremos livres de pressões e teremos um governo todo de FDPs.