
Volta e meia me vem à cabeça a cobertura das viagens internacionais do ex-presidente José Sarney feita por Millor Fernandes. Na França, segundo Millor, Sir Ney saudou “françoises e francéses”. Na Rússia, “perestroikas e perestroikos”. Um primor! Mas sabemos que Sarney nada tinha ou tem de burro. Por outro lado, o que dizer do atual presidente da República em recente visita à Europa para uma reunião dos países membros do G-20?
De certa forma, pela primeira vez, Bolsonaro fez um isolamento social. Em Roma, os outros 19 chefes de Estado do Grupo fugiram dele. Não deram a menor importância à sua presença, tratando o Brasil como um participante “café com leite”. Também se lixaram com sua ausência na Conferência Sobre as Mudanças Climáticas na Escócia. Mas foi uma pena para nós, brasileiras e brasileiros, que o isolamento de Bolsonaro não tenha sido completo. Ele foi às ruas, cercado de uma comitiva que nada tinha a fazer ali e, pior, abriu a boca, pondo para fora, além de vírus, a sua ignorância e deselegância.
Chamou o representante dos EUA, John Kerry, de Jim Carrey, pisou no pé de Angela Merkel e disse ter visitado a Torre de Pizza. Será que a torre tem o mesmo gosto da fatia que o presidente comeu na ocasião da última Assembleia Geral da ONU numa calçada de Manhattan? É vergonha que não acaba mais! Não sei… Acho que é fake que ele tenha lamentado a falta dos espetáculos de gladiadores no Coliseu… Por sorte, choveu bastante e Sua Excelência não demonstrou interesse de ir a Veneza para passear de glândulas.
Que delícia!!
CurtirCurtir