As eleições municipais se aproximam e seu resultado definirá o futuro próximo do Rio, que, na melhor hipótese, será o de voltar a um passado distante, quando os problemas da cidade eram bem menores.

Em tese, digita-se o número ideal no primeiro turno. Mas o cenário projetado pelas pesquisas de intenção de voto recomenda prudência. Melhor adiar o sonho e descartar pesadelos.

De 2009 a 2016, Eduardo Paes e sua coalizão de 21 partidos foram incapazes de manter a cidade de pé após a onda dos megaeventos. Oito anos foram desperdiçados. O rumo estava errado e morremos na praia. 

Em 2016, o Rio teve a chance de se reinventar, de escolher novas soluções com Marcelo Freixo, mas a maioria optou pelo velho estilo de se fazer política; pior, com pitadas de obscurantismo. Crivella foi eleito.

Neste ano, outra oportunidade desperdiçada. Lideranças mais progressistas não selaram a aliança óbvia, ampla. PSB, PDT e REDE firmaram um pacto que excluiu PSOL, PCdoB e o “temido” PT.

Sobre uma base mal construída, o tal tripé não demorou a perder uma das pernas, a REDE, e a fragmentação das candidaturas a prefeito realizou os sonhos de Eduardo Paes e Marcelo Crivella.

Sem Freixo na disputa, as pesquisas projetam o pior cenário para o segundo turno: Paes versus Crivella ou a certeza da repetição de três erros sucessivos, em 2008, 2012 e 2016.

Portanto, mesmo sem entusiasmo, é preciso levar ao segundo turno quem seja capaz de derrotar o atual ou o ex-prefeito. Hoje, é Dia de Todos os Santos. No dia 15, o Rio precisará de todos – santos e não tão santos – sem exceção.