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Em 9/5/2020

A escalada da Covid avança, pessoas queridas morrem, o peito aperta, mas o discurso de parte da família e de um número cada vez menor de amigos não muda. Sim, porque não dá para banir parentes e alguns “in-law”, mas dá para transformar amigos em ex-amigos. As evidências e as provas são tantas, que não dão margem a uma sentença diferente da de condenação. Bolsonaro é uma tragédia e quem acha o contrário tem QI negativo ou é igual a ele.

E o que fazer com esses e essas que vivem na realidade paralela do capiroto, mas com os quais teremos que manter algum tipo de relação passada a quarentena? A perversidade deste presidente, seu raciocínio primitivo, sua ignorância, seus valores indefensáveis, que tanto me envergonham, não envergonham esses. Ele faz a apologia da tortura e tudo bem para esses. Manda jornalistas calarem a boca, esses dizem ok. Ofende as mulheres, essas aceitam. Faz acordo com o Centrão, esses também não acham nada de extraordinário. Diz “e daí” para o sofrimento de milhares de pessoas… esses não reagem e até repetem o refrão odioso… Até quando aquele ex-juiz, que esses tanto endeusavam, diz que Bolsonaro quer interferir criminosamente na Polícia Federal, esses não acreditam!

É um desespero! Bolsonaro faz coco de porta aberta e esses e essas fazem cara de paisagem, como se vissem os lírios do campo. Essas pessoas, algumas realmente próximas, perderam a razão. Idolatram o Messias Bolsonaro. E, repito, o que fazer?! Nada, além de esperar por um milagre e tentar arrancar um pouco de bom humor dos amigos e amigas que, definitivamente, não são esses nem essas.

Encerro então este texto com uma nova versão da piada do sábio chinês, que conversa com o Ibrahim na sua chegada ao Céu. Desta vez, a conversa do sábio foi com o milésimo bolsoboy que puxou conversa ao lado de uma bolsowoman vestida com uma mortalha Prada. Na sua infinita sabedoria, o sábio diz: “está bem, bolsoboy, a cloroquina funciona. Você morreu por culpa do PT. Ok, bolsoboy, anus domini é cu do papa em latim; encíclica é uma bicicleta de uma roda só; berinjela se escreve com “g”, está certíssimo… e Pafúncio, ora, foi o nome que papai e mamãe escolheram. Era moda em 551 antes de Cristo.