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Em 6/5/2010

Em 2001, o estúdio Disney-Pixar lançou o desenho Monstros S.A., que me fartei de assistir com Cecília. A usina de energia de Monstrópolis era movida a gritos. Um mecanismo engenhoso trazia portas de quartos de crianças até a usina, os monstros-operários abriam, entravam, caprichavam no susto, as crianças gritavam e a energia do medo era armazenada e vendida a Monstrópolis. Quanto mais medo, quanto mais grito, mais energia e mais lucros eram gerados pela usina.

Tudo ia bem – ou mal – até que um monstro chamado Sullivan encontrou vazio o quarto de uma menininha chamada Boo. Na cidade dos monstros havia a crença de que crianças humanas transmitiam doenças e a maioria dos monstros morria de medo. Uma vez treinados, podiam assustá-las, jamais tocá-las. Mas isso tudo era uma grande maracutaia que seria descoberta adiante.

Para aumentar os lucros, o presidente da usina quis ir além. Como sabia que as crianças não ofereciam perigo, decidiu raptá-las. Assustar não bastava, era preciso extrair toda a energia possível através da tortura – o que contrariava até a lei dos monstros.

Boo chamava Sullivan de gatinho e não demorou a conquistar seu coração e do seu amigo Mike, que logo descobriram que a menina não era tóxica. Mas passaram a correr risco porque o presidente torturador precisava recuperar a menina e calar os monstros que haviam descoberto seu esquema criminoso.

Só que havia a CDA, a polícia dos monstros, chefiada por uma lesma-monstra obesa, a Roz, que era independente. Ela conseguiu desmascarar o presidente e todo seu gabinete de ódio. Ele perdeu o cargo e foi preso. E a energia para Monstrópolis? Spoiler! Os bons monstros, que formavam a maioria, descobriram uma nova fonte de energia, limpa, sustentável e muito muito mais forte que o medo: o riso! O kkkkk! E, a partir de então, movimentaram a usina com gargalhadas. Os monstros passaram a fazer palhaçadas para as crianças, elas choravam de rir e nunca houve tanta energia na história de Monstrópolis.